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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Fatores pequenos e aleatórios


Hoje trago para vocês mais um texto que acredito atender ao objetivo deste blogue.

Elogio do Acaso é do escritor Luiz Bras e foi publicado em março de 2010, no site Rascunho.

Bom proveito:

1.Simpatizo muito com os poetas - melhor dizendo, com os não-poetas - que procuraram a poesia bem longe da literatura e da arte: no cotidiano. Que cruzada poderia ser mais poética e legítima? Refiro-me aos não-poetas que, na Paris do entre-guerras, estavam sempre receptivos a mim: o acaso, o fortuito, o imprevisto. Eram errantes, erráticos, errados. Gostavam de andar a esmo, sem destino, à espera das surpresas que a metrópole lhes reservava, que eu lhes reservava. À espera das iluminações profanas, para usar a feliz expressão de Walter Benjamin.

Esses não-poetas andarilhos eram fascinados pelo aleatório e pelas infinitas manifestações do acaso objetivo (um sobrenome, enfim!), que, segundo Hegel, é "o lugar geométrico das coincidências". Esses não-poetas atraíam e enfrentavam as coincidências, minhas oferendas. Gostavam de passear pelos objetos das galerias, das passagens e do Mercado das Pulgas. Pelo labirinto dos sonhos e do automatismo verbal. Por que não-poetas? Porque eram surrealistas e abominavam a instituição literária e a artística. Detestavam as escolas literárias e os escritores profissionais. Pensando bem, talvez não-poetas sejam todos os outros, menos eles.

2.
Seis amigos que não se vêem há anos, escritores quarentões de vários pontos do sudeste - dois contistas paulistas, três poetas cariocas e um romancista mineiro -, encontram-se no América e durante o jantar põem em dia a conversa. É óbvio que muito antes da sobremesa os seis já estão amaldiçoando nosso volúvel mercado editorial. E destrinchando o sucesso ou o fracasso - quase sempre o fracasso - do último título publicado não só por eles, individualmente, mas também por todos os autores brasileiros que não estão por perto.

O espanto sincero e indignado permeia cada comentário. Como é possível que o romance (preencha este espaço com o título que julgar mais adequado) esteja fazendo tanto sucesso e o romance (preencha este espaço com o título que julgar mais adequado) não tenha sido sequer finalista do Prêmio Portugal Telecom e do Jabuti?

Confesso que esse espanto ingênuo e inocente sempre me desconcerta. Ele nasce de uma interpretação errada da dinâmica social. Escritores, que em geral demonstram uma compreensão arguta do comportamento humano, costumam ser muito ignorantes quanto às leis imperiosas da estatística e da aleatoriedade. Minhas leis.

3.
Desde que foi descoberto por Robert Brown, em 1827, e explicado consistentemente por Einstein, em 1905, o movimento browniano - o movimento aleatório das moléculas num fluido - tem sido usado com freqüência, em toda parte, como uma pertinente metáfora para o movimento dos indivíduos nas sociedades humanas.

Por exemplo, de que os jovens autores ainda inéditos e desconhecidos precisam pra se tornar um autor editado e bem-sucedido? Se você fosse um escritor premiado com o Nobel, o que diria? Essa cena é, ao menos pra mim, bastante familiar. Presenciei muitas vezes, assistindo a mesas-redondas e a palestras, um jornalista ou um curioso (um jovem autor ainda inédito e desconhecido?) perguntar aos autores veteranos de que os jovens autores ainda inéditos e desconhecidos precisavam pra se tornar um autor editado e bem-sucedido. A melhor resposta que ouvi até hoje foi: "Talento, dedicação e sorte, muita sorte".

Igual ao autor dessa resposta (será que foi o Millôr?), também não vejo na palavra sorte nada de mágico ou sobrenatural. Ele e eu não estamos apoiando certas superstições. A estatística não deixaria. Minhas leis não deixariam.

Estamos sendo bastante racionais. Os filósofos, os matemáticos e os físicos de hoje já sabem que o acaso - o aleatório, sempre eu - determina profundamente a vida humana, os projetos humanos. O sucesso e o fracasso em qualquer área estão sujeitos às leis da probabilidade, é o que afirma O andar do bêbado, best-seller do físico norte-americano Leonard Mlodinow. Um best-seller sobre mim, enfim.

Foram os eventos imprevisíveis, mais do que os previsíveis, que fizeram de obras como Crime e castigo, A metamorfose e Cem anos de solidão, e qualquer outro título bem-sucedido que lhe vier à mente (se preferir o sucesso comercial, basta citar a série protagonizada por Harry Potter), o sucesso de público e de crítica que são até hoje.

A musa soprou talento em Dostoievski, Kafka e García Márquez? Claro que sim. A determinação e a dedicação à literatura foram constantes na vida de cada um deles? Afirmativo, eu estava lá, acompanhando tudo de perto. Mas também foram constantes na vida de muitos outros autores talentosos cujos livros desapareceram no vácuo do esquecimento, ou jamais vieram a ser publicados. Autores e livros esquecidos, esgotados, ou nunca conhecidos para além de um restrito círculo de amizades, porque, afinal, quem se interessa pelos azarados? Ninguém. Na sociedade humana as pessoas aprendem cedo a idolatrar apenas os vitoriosos.

A visão determinística do mercado, errada mas aceita pelo senso comum, afirma que o sucesso é governado principalmente pelas qualidades intrínsecas da pessoa e do produto. Já a visão não-determinística - penso de novo nos filósofos, nos matemáticos e nos físicos de hoje - afirma que o sucesso é governado por uma conspiração de fatores pequenos e aleatórios, isto é, pelo acaso, pela sorte. Por mim. É claro que o talento, a persistência e certo carisma social aumentam as probabilidades de sucesso de qualquer escritor, mas não são a garantia de vitória. "Com sorte você atravessa o mundo, sem sorte você não atravessa a rua", disse Nelson Rodrigues, num lampejo de não-determinismo. Nelson e eu sempre nos demos bem.

4.
A sorte e os movimentos brownianos na sociedade, por estarem intimamente conectados a mim - ao acaso, que não tem nada a ver com o caos, muito pelo contrário -, também conectam este breve, digamos, auto-elogio - estou pensando agora no célebre Elogio da loucura, outro longo sucesso de público e crítica - à deambulação dos surrealistas, oito décadas atrás, e à conversação no América, na semana passada.

A visão não-determinística do mercado foi testada em laboratório, por pesquisadores frios e objetivos, e se saiu muito bem. O resultado de todos os testes foi o óbvio ululante (obrigado, Nelson): por aí, em toda parte, há muitos livros, pinturas, filmes, CDs, escritores, pintores, atores e músicos de altíssima qualidade, porém desconhecidos, e o que fará com que em cada área um deles se destaque, apenas um, será, em grande parte, a conspiração de fatores pequenos e aleatórios de que falei. O encontro imprevisto, ou até então impossível, com um editor ou marchand ou um produtor. Um prêmio (quase) inalcançável. Uma tragédia pessoal, como a morte prematura (Mozart), a tuberculose (Kafka), a loucura (Van Gogh) ou o suicídio (Maiakovski). O acaso. Eu.

Você ficará assombrado ao saber que Bill Gates não é melhor do que a dúzia e meia de outros Bill Gates da informática que surgiram nos Estados Unidos na década de 1980. Está provado cientificamente. Ele é apenas o Bill Gates que teve mais sorte. É só conferir no elogio do acaso de meu amigo, Mlodinow.

5.
Muitos autores me confessaram que, cedo, na adolescência, peregrinaram para a terra santa da literatura apenas pra fugir da hipocrisia e do cinismo familiar e social, espécie de cativeiro egípcio sem faraó. Não suportavam a superficialidade, a burrice e a falta de discernimento dos pais, dos irmãos, dos avós, dos tios e dos vizinhos. A boçalidade dos colegas da escola também provocava náuseas. Correram para os livros e se fecharam neles.

Mais tarde começaram a escrever. Imaginavam a sociedade dos escritores como uma esfera elevada, distante da mesquinhez geral. Imaginavam os poetas, os ficcionistas, os filósofos como homens plenos, generosos, sábios. Criaturas que souberam controlar, por meio da reflexão refinada, os impulsos mais primitivos, os vícios que fazem dos obtusos, obtusos.

O fato é que os escritores são humanos, demasiado humanos, e como qualquer primata, evoluído ou não, são seres geneticamente agressivos obrigados a lutar em duas frentes: para estabelecer os direitos territoriais em determinada região e para estabelecer o domínio numa hierarquia social (O macaco nu, Desmond Morris). Eu sei, essa é a visão determinística do Homo sapiens. Às vezes, diante de tanta estultícia via satélite, institucionalizada, é difícil evitá-la. Confesse, você consegue continuar acreditando em livre-arbítrio, depois de assistir às macaquices automatizadas que explodem nos reality shows?

Em qualquer situação em que me vejo envolvido - num cassino, na bolsa de valores ou na atividade literária - o segredo é aumentar, sempre que possível, as probabilidades de sucesso. Isso vale para os sem talento e para os talentosos. Então, não pense que seu autor predileto jamais cometeu um gesto reprovável, nunca trapaceou ou jogou sujo para ver seus livros publicados, apreciados e até premiados. Numa disputa intelectual, a vaidade e o orgulho sempre foram tão úteis quanto a inteligência e a erudição.

Proust desejava fama, prêmios e sucesso comercial, por isso pediu ajuda, sem pudor algum, a todas as pessoas influentes que conhecia, para promover sua obra. Guimarães Rosa também escrevia aos amigos, pedindo resenhas. Neruda usou todas as armas e artimanhas lícitas e ilícitas para manter o título de Maior Poeta das Américas e, mais tarde, para ganhar o Nobel. Alejo Carpentier era outro que não se cansava da politicagem: bajulava Fidel (García Márquez bajula até hoje) e chegou a dar palestras na Suécia, também de olho no Prêmio. Aqui, Fernando Sabino não assinou a biografia da ministra Zélia Cardoso de Mello, a maior gafe literária do final do século passado? Até mesmo entre os requintados surrealistas, quantas disputas encarniçadas não foram travadas, por poder e hegemonia?

À socapa ou não, também na esfera literária todas as regras de ética e etiqueta são regularmente quebradas. Os fins justificam os meios.

É claro que existem artimanhas e artimanhas. Há a adulação protocolar do candidato à Academia Brasileira de Letras em campanha, de um lado, e a fedentina da relação de Heidegger e Hitler, do outro. E entre a primeira e a segunda se esparrama toda uma gama de possibilidades. Mas não vamos falar sobre os graus ou os degraus da ética e da integridade. Não sou juiz. Nem jurado nem advogado nem promotor. Sou apenas uma testemunha da História. Quem quiser atirar a primeira pedra, antes terá que provar que jamais pecou.

Falando diretamente para os jovens autores ainda inéditos e desconhecidos, olhos nos olhos: "Se você quiser ser bem-sucedido, duplique sua taxa de fracassos", sugeriu Thomas Watson, um pioneiro da IBM. Faz sentido. Aumentar as possibilidades de sucesso significa jogar bastante, incansavelmente, sem desistir. E perder muito.

No final de seu livro, Mlodinow cita Thomas Edson: "Muitos dos fracassos da vida ocorrem com pessoas que não perceberam o quão perto estavam do sucesso no momento em que desistiram". E lembra o caso de John Kennedy Toole, que, depois de ser rejeitado muitas vezes, perdeu a esperança de ver seu romance publicado e cometeu suicídio. Porém sua mãe perseverou e onze anos depois Uma confraria de tolos foi finalmente publicado, ganhou o Pulitzer de ficção e vendeu quase dois milhões de exemplares.”

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Oficina do livro: o livro passo a passo


Dos originais à livraria e ao livro eletrônico. Neste curso, ministrado pelo editor e escritor Paulo Tedesco, serão apresentadas soluções para quem produz ou deseja produzir um livro, as questões envolvendo os originais e suas revisões, o direito autoral, as técnicas de diagramação e capa, a parte gráfica, e, por fim, as questões mais atuais no mercado editorial do Brasil e do mundo.

Docente(s): Paulo TedescoQuando: Dias 15, 16, 17 e 18 de fevereiro de 2011, das 19h30 às 21h30Vagas disponíveis: 30Duração: 8h/a (2h/a por encontro)Local: Studio Clio

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Concursos Literários


Lendo o blog Todoprosa da Veja.com, cujo titular é o escritor e jornalista Sérgio Rodrigues, autor de - entre outros livros - “Elza, a garota” e “Sobrescritos - 40 histórias de escritores, excretores e outros insensatos”, percebi que o texto a seguir dialoga com a proposta deste blog. Ei-lo:

Concursos literários e o Princípio da Incerteza - 17/01/2011

Sempre recusei convites para ser jurado de concursos literários (a brincadeira da Copa de Literatura Brasileira era até agora a única exceção). No fim do ano passado, porém, por razões de amizade, disse sim a uma dessas propostas e logo me vi enfiado até o pescoço na tarefa de ler, e ler criteriosamente, quase mil contos em menos de dois meses. A experiência não é algo que eu deseje a ninguém, nem a – eventuais, ainda que ignorados – inimigos.

Das coisas que esse trabalho tem me feito pensar, a mais inquietante é uma espécie de equivalente literário do Princípio da Incerteza de Heisenberg, aquele que enuncia a impossibilidade de medir ao mesmo tempo a velocidade e a posição de uma partícula subatômica, uma vez que a medição altera a realidade observada.

De modo análogo, poderíamos formular aqui o Princípio da Incerteza de Rodrigues, que enuncia a impossibilidade de medir talentos em concursos literários. Se você é um jurado ético e preocupado com a justiça dos seus pareceres, como não se angustiar com os efeitos danosos que exercem sobre sua fruição de leitor o ritmo acelerado e nada natural do trabalho, o embotamento advindo da pura quantidade e a irritação defensiva em que qualquer pessoa de bom senso se fecha quando é exposta a doses maciças de prosa de baixa qualidade?

Nada a ver com a angústia da subjetividade, esta é parte do jogo. Estamos falando de um Heisenberg em negativo: o que a medição altera aqui não é a realidade, mas o próprio observador. Nesse estado alterado de consciência, o pavor do jurado que leva seu trabalho a sério é o seguinte: “Se me cair nas mãos agora um novo Onetti, um Calvino ignoto, um Cheever da roça, serei capaz de reconhecê-lo?”

Faz-se todo o possível para que sim, claro. E com certeza há talentos genuínos no meio da multidão de vozes que me cerca no momento. Mas o que mais me surpreendeu nessa experiência foi descobrir que, diferentemente do que sempre me disseram, a grande maioria dos contos não é péssima, nem mesmo chega a ser de todo ruim.

Os trabalhos que podem ser descartados após a leitura de umas poucas linhas são menos freqüentes do que eu imaginava.

A maior parte se acotovela no enorme vestíbulo entre o muito ruim e o muito bom, exigindo do leitor profissional que chegue à última linha antes de dar seu veredito.

É trabalho de gente que obviamente ama a literatura e leu a sua cota, não de paraquedistas.

O que pode ser uma péssima notícia para o Princípio da Incerteza de Rodrigues, mas faz parecer um pouco menos incerto o futuro literário do país.”

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Curso de Criação Literária


“A disciplina de Criação Literária visa a oportunizar aos alunos, mediante técnicas e exercícios pesquisados na literatura nacional e estrangeira, a redescoberta de seu potencial criativo e o contato com sua voz literária particular.

O aluno ainda tomará contato com os diferentes tipos de narrador e técnicas narrativas, bem como com as virtudes do subtexto na escrita literária e as diferentes formas de elaboração de obras de diversos gêneros.”

Ministrante: Marcelo Spalding
Carga Horária: 38 horas/aula

Data e Horário: 5, 6,10, 12, 13; 17, 18, 19, 20 de janeiro de 2011, das 19 às 22h40. No dia 20, das 14h às 16h, devolução de trabalhos e divulgação de resultados
Local: - Uniritter - (051) 3230.3333 - uniritter@uniritter.edu.br – Porto Alegre - RS
Investimento: R$ 360,00

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Produção de Textos Poéticos


O professor e escritor Charles Kiefer apresenta em sarau, os trabalhos dos alunos da disciplina da faculdade de Letras da PUCRS.

Data: 11/12/10 - amanhã

Hora: 19h

Local: Livraria Palavraria - Rua Vasco da Gama, 165 - Porto Alegre – RS

Entrada Franca

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Dicionário de Rimas


"O Portal Artistas Gaúchos, em parceria com a empresa MelhorSoft, apresenta um dicionário eletrônico de rimas com mais de 650.000 palavras da língua portuguesa. Com ele você localiza rimas dada uma palavra ou terminação e pode encontrar até 20.000 rimas em menos de um segundo.
Extremamente útil para escritores, poetas, compositores, publicitários, jornalistas, advogados, professores e acadêmicos, o software contém substantivos, adjetivos, verbos e suas conjugações. Permite localizar rapidamente rimas de palavras ou terminações já digitadas. Retorna as rimas encontradas em ordem alfabética e separadas pela letra inicial das palavras. Faz redução automática do tamanho da palavra ou terminação no caso de não encontrar rima. Transfere rimas selecionadas diretamente para o Clipboard e daí para seu Editor de Textos.

Clique no link abaixo para fazer download gratuito da versão demonstrativa: http://www.melhorsoft.com/download/instalardicionarioderimas_ag.exe

A versão completa esta à venda por apenas R$ 38,00. Aproveite."

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Parabenização a Luiz Antônio de Assis Brasil


"A Associação Gaúcha de Escritores - AGES, vem a público parabenizar seu sócio fundador e membro atuante Luiz Antônio de Assis Brasil pela sua nova missão à frente da Secretaria de Cultura do Rio Grande do Sul.

Desde já a AGES se põe à disposição para colaborar no que o Secretário precisar, em especial na revitalização do importante Instituto Estadual do Livro, IEL.


Um abraço afetuoso de cada sócio,

AGES - Associação Gaúcha de Escritores."

Ps: O blog Segredos Literários assina embaixo.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Produzindo Livros - Porto Alegre


Dos originais à livraria e ao livro eletrônico. Neste curso, ministrado pelo editor e escritor Paulo Tedesco, serão apresentadas soluções para quem produz ou deseja produzir um livro, as questões envolvendo os originais e suas revisões, o direito autoral, as técnicas de diagramação e capa, a parte gráfica, e, por fim, as questões mais atuais no mercado editorial do Brasil e do mundo.

Inscreva-se.

Local: Studio Clio - José do Patrocínio, 698 - PoA - RS
Data: 09, 16, 23 e 30 de novembro, terças-feiras
Horário: das 19h30 às 21h30
Valores
Inscrições até o dia 28 de outubro:
R$ 264,00 (público geral) e R$ 237,00 (professores e estudantes)

Inscrições a partir do dia 29 de outubro:
R$ 290,00 (público geral) e R$ 261,00 (professores e estudantes)

Produzindo Livros - São Paulo e outra capitais


Se você é escritor, quer ser um ou tem apenas curiosidade sobre esta carreira, terá a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a profissão e o mercado literário.

Workshop: "Como Publicar seu Livro”

Onde e quando: São Paulo - 06/11/2010 (sábado - 09:00/18:00)

Quem: Tomaz Adour (Editora Usina de Letras), Sérgio Pereira Couto (escritor) e Julio Rocha (escritor)

Conteúdo:

- Panorama do mercado editorial brasileiro e mundial;

- Como conseguir uma editora;

- O processo de publicação do livro;

- Distribuição e vendas;

- Administração da carreira de autor

- e outros.


Informações: www.jrocha.com.br/publique

VAGAS LIMITADAS

-

Workshop: "Técnicas para Escrever Ficção”

Quem: Julio Rocha (escritor)

Onde e quando:

- Salvador - 27/11/2010 (sábado - 09:00/18:00)

- Recife - 04/12/2010 (sábado - 09:00/18:00)

- São Paulo - 11/12/2010 (sábado - 09:00/18:00)

- Rio de Janeiro - 15/01/2010 (sábado - 09:00/18:00).

Conteúdo:

- Personagens;

- Diálogos;

- Sentidos e Emoções;

- Estrutura;

- Revisão

- e outros.

Informações: www.jrocha.com.br/workshop

VAGAS LIMITADAS

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Direito Autoral


O Direito Autoral protege a forma de expressão, não a ideia. A ideia pode ser a mesma, mas a forma de registrar é que não pode ser igual. A construção dos argumentos é que é Direito Autoral.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Vontade de ser escritor (III)


“Ler, aprender e pesquisar é fundamental.

E, claro: escrever. Portanto, foram essas as razões que me impulsionaram a atualmente cursar a Oficina de Literatura Infantojuvenil do escritor, ilustrador e contador de histórias Celso Sisto, na PUCRS.

Como escritora e docente, às vezes tenho a sensação de passar o tempo todo, literalmente, distribuindo conhecimento.

Pareço dissipar feito um balão espremido na ponta da saída do gás, deixando um jato de ar bem miúdo esvair-se; aos poucos; devagar. Até restar nada.

Por isso, é um presente estar outra vez em sala de aula tomando notas e ouvir ideias não anteriormente pensadas; aprender detalhes deste ou daquele texto, desta ou daquela forma de escrever; debater com o professor e os pares as sutilezas, armadilhas ou inovações da Literatura; receber dicas de, e ler livros qualificados; saber de meus potenciais; relembrar ou descobrir pontos fracos e trabalhá-los; produzir textos novos a partir de desafios e refazê-los em casa diversas vezes, lê-los em aula, ouvir as críticas, arrumar, nova correção... Vocês verão alguns deles por aqui.

Como é bom estudar!

(Maria Valéria de Lima Schneider)".

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Uma Plateia Diferenciada


Qual será a sensação de um escritor ao ver seu livro (e daí suas ideias, criações e pensamentos) transformado em teatro, filme ou novela?

Consegue imaginar?

E se fosse você, o autor, o que sentiria na hora H: aquela em que a campainha do teatro toca pela terceira vez, as luzes se apagam, as pessoas todas silenciam e entram materializados os personagens.

Pois se ainda não chegou, sentindo, poderá chegar lá, vendo: é que esta semana teremos duas estreias na cidade.

Dias 10(hoje) e 11 de agosto, a escritora Martha Medeiros terá seu livro “Tudo que eu queria te dizer” convertido em teatro.

E iniciando temporada na sexta, dia 13 de agosto, o escritor e jornalista David Coimbra terá seus livros “Jogo de Damas” e “Mulheres” adaptados em “Sobre Saltos de Scarpin”.

Mas, e a história lá do início, de sensação, onde está?

É que os dois escritores se farão presentes.

E convidam a todos.

-

Martha Medeiros:

Tudo que eu queria te dizer, monólogo com Ana Beatriz Nogueira interpretando algumas das cartas do seu livro homônimo.

Na terça e quarta (dias 10 e 11) será em Porto Alegre, no Teatro do Sesc, às 20h. É quando ela assistirá pela primeira vez.

Depois, os atores excursionarão pelo interior do Estado:

Farroupilha (dia 13),

Passo Fundo (dia 15),

Santo Ângelo (dia 17),

Santa Rosa (dia 18) e

Uruguaiana (dia 20 - seu aniversário!).

-

David Coimbra:

Sobre Saltos de Scarpin, com a atriz Joana Vieira e direção de Tainah Dadda

Estreia 13 de agosto - com a presença do escritor


Teatro Renascença (Av. Érico Veríssimo, 370 -
PoA - RS)

De 13/08 a 05/09 - sextas, sábados às 21h e domingos às 20h

Ingressos a R$ 20,00 - Desconto de 50% para classe artística, Clube do Assinante ZH, estudantes e idosos

Acompanhe o processo de montagem da peça em www.saltoscarpin.blogspot.com

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Filosofia e Criação Literária


Dia 11/08, próximo, ocorrerá palestra abordando o tema, com o escritor e sócio-fundador da Editora 8INVERSO, Cássio Pantaleoni , às 19h, na Livraria Sapere Aude - Rua Lopo Gonçalves, 33, lojas 1 e 2 - PoA - RS.

Confirmar presença pelo mail: frizero@8inverso.com.br

Entrada Franca

Convite para posse na Acadêmia de Letras do Brasil


A Academia de Letras do Brasil, com sede em Brasília, estará no dia 10 de agosto empossando 12 escritores do Rio Grande do Sul em seus quadros acadêmicos.

Os gaúchos que foram indicados para este ano e tomarão posse dia 10 de agosto são Benedito Saldanha, Vladimir Santos, Neida Rocha, Marinês Bonacina, Virgínia Fulder, José Moreira da Silva, Nelsi Urnau, Dalva Leal Martins, Tristão Alencar Oleiro, João Marinômio Carneiro Lages, Antônio Celente e Leinicy Dorneles.

Também foi indicado o escritor, poeta e editor de livros e do Jornal RS Letras, Antônio Soares, para ser homenageado com o título Causas Imortais.

Estarão presentes ao ato solene o presidente nacional da ALB e diversos membros desta nova academia de letras que foi fundada em 2001 e se expande pelo país reunindo novos escritores e poetas.

A cerimônia de posse acontecerá no salão principal do Memorial RS - Rua 7 setembro, na Praça da Alfândega, em Porto Alegre, a partir das 19 horas, e será aberto ao público.

Desde já aguardamos sua ilustre presença.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Vontade de ser escritor (II)


"A minha expectativa em relação ao lançamento do livro gerado por minha escola é a de vê-lo.

Um livro representa o ápice da extensa caminhada de quem o escreve: encontrar “a” ideia, “a” forma de escrevê-la; depois vem a etapa de editar e distribuir e, após, as vendas e o retorno em forma de elogios&críticas e renda.

Há autores que o são por vários motivos: necessidade de escrever, ou de ser lido, ou de ver suas idéias e histórias impressas numa obra - ou seu nome, ou lidas num sarau, ou debatidas em encontros literários, ou transformadas em filme, teatro ou novela.

Você tem se dedicado?

Quanto?

Alguns escritores em oficinas e entrevistas aconselham pelo menos uma hora diária: mas para quem não vive das letras, esta frase, é só uma frase.

Será mesmo?

Por outro lado, se você não se movimentar, não se desacomodar descobrindo vontades e espaços, ficará mais difícil a realização do sonho de ser escritor.

Porque penso ser esta a questão: sonhar. Porque não faz mal.

(Maria Valéria de Lima Schneider)".

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Vontade de ser escritor (I)


"No último dia de aula recebi uma boa notícia: dia 25 próximo será lançado o primeiro livro de poesias feitas pelos alunos - um projeto idealizado pela biblioteca.

Muitos deles foram ou ainda são meus e bem que tentei transmitir algumas sugestões/estímulos para que concorressem.

Havia recentemente trabalhado um texto retirado de um livro do EJA (Educação para Jovens e Adultos), de 2001, sobre a trajetória pessoal de uma aluna de vinte anos; de seus esforços e desistências escolares.

O que mais os espantou, não foi a história em si - presente em muitos dos seus lares, e sim, de ter sido escrito por uma jovem e estar publicado em livro.

Aproveitei então, a deixa, e lembrei-lhes que não precisavam ser adultos para aparecerem chances: ela estava ali, naquele instante, bem à frente deles - que contavam com onze, doze anos.

Que na vida, sem empenho, persistência, estudo e dedicação, as pessoas estagnam.

Que os recursos lhes foi oferecido, mas chega um ponto na história de todo o ser humano que ir adiante só vai dar certo se ele próprio se mobilizar.

Assim, imaginei que, com todos esses argumentos, iria sacudi-los.

Mas não experimentei grande ânimo em todas as turmas; e fiz o levantamento: um em trinta se sentiu desafiado.

A juventude, a falta de gosto pela escrita, o não ter ideias, nenhum incentivo familiar e tantos outros motivos, podem ter sido a causa.

Ir adiante, alcançar finalidades: esses valores estão no querer de cada um. No querer muito de cada um.

E você, que me lê e têm intenções de ser escritor: de que tamanho está o seu querer literário?

-

Li ontem a lista dos vencedores: a maioria já foi meu!

(Maria Valéria de Lima Schneider)"

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Amanhã: Laurentino Gomes


“Autor do livro 1808, sobre a fuga da família real portuguesa para o Brasil, o escritor Laurentino Gomes ganhou o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, nas categorias Melhor Livro Reportagem e Livro do Ano de Não-Ficção.

Sua obra também foi eleita o Melhor Ensaio de 2008 pela Academia Brasileira de Letras e permanece há três anos na lista dos livros mais vendidos de Portugal e do Brasil.

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“Encontros com o Professor tem o formato de um talk-show no qual Ruy Carlos Ostermann recebe a cada quinze dias um expoente da cultura brasileira para uma conversa informal com a participação do público.

Quando: 04/08/10 - 19h30min

Local: StudioClio - José do Patrocínio, 698 - Porto Alegre - RS

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Curso “A Arte da Pesquisa Literária”


Muitas vezes não basta ter uma caneta e um papel a sua frente. É preciso mais do que inspiração para começar uma boa história.

É preciso saber os elementos adequados que podem ser inseridos.

É necessário, antes de tudo, saber pesquisar os fatores que, juntos, podem gerar uma boa história.

Muitas vezes, essa parte da criação literária é esquecida ou deixada de lado. Elementos como:

a) Qual a diferença entre um romance histórico e uma fantasia?

b) Até que ponto é possível tomar liberdades artísticas com fatos históricos?

c) Minha idéia já teve similares usados em filmes, seriados e outros tipos de produção?

d) Qual o melhor tipo de material para pesquisa?

e) Qual o papel da Internet na pesquisa?

f) Necessito entrevistar pessoas para tornar minha história mais crível?

Esses são apenas alguns itens que serão discutidos no curso em questão, que apresentará as três formas de pesquisa: a histórica, a factual e a de originalidade.

O objetivo do curso com Sérgio Pereira Couto é apresentar aos alunos as ferramentas (físicas e virtuais) disponíveis e mais comumente na criação e desenvolvimento de personagens e tramas, aplicadas na confecção não apenas de produtos literários (contos, short stories, romances e até épicos), mas também em produtos da área de entretenimento, como roteiros de histórias em quadrinhos e campanhas de RPG.

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Público-alvo: Estudantes, escritores diletantes e pessoas interessadas em aprimorar suas habilidades no uso da linguagem literária.

Certificado: Será conferido pela Universidade Cruzeiro do Sul e o Espaço Terracota.

Início: Turma 1 – 8 de setembro e Turma 2 – 11 de setembro

Duração: 32 horas

Horários: Turma 1 – quartas-feiras, das 19h30 às 22h30 e Turma 2 – Sábados, das 9h às 12h.

Número de alunos por turma: 25 vagas
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Local do Curso: Espaço Cultural Terracota – Av. Lins de Vasconcelos, 1886 – Aclimação – São Paulo - SP
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Investimento: 100 reais (pode ser pago em 2 vezes)

Dúvidas, informações: 11-2645-0549

Matriculas pelo email: contato@terracotaeditora.com.br