Se tiverem comentários, literalmente é só falar.







sexta-feira, 9 de julho de 2010

Concurso Nacional de Poesia Helena Kolody


O Estado do Paraná torna pública a realização do Concurso Nacional de Poesia - até o dia 16/08/10, cujo edital poderá ser obtido na Coordenação de Editoração e Literatura da Secretaria de Estado da Cultura - SEEC pelo e-mail editoracao@seec.pr.gov.br .

Serão aceitas até três poesias inéditas.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Concurso Cultural Minidrama


Com o objetivo de discutir novas possibilidades de narrativas dramáticas, a SP Escola de Teatro - Centro de Formação das Artes do Palco lança o Concurso Cultural Minidrama.

Os participantes devem escrever uma pequena peça de teatro com a Tag #MDRAMA no Twitter.

Os 100 melhores autores terão os seus trabalhos expostos no portal eletrônico da Escola e no Twitter, além de fazer parte da primeira coletânea de Minidramas publicada pela Instituição.

Com tema livre, cada participante poderá enviar quantos textos desejar, do dia 2 de julho até 15 de agosto.

O resultado será conhecido no dia 15 de setembro. Participe.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Você lê, atentamente?


Pois então deve ter percebido que eu não usei "A maturidade provoca fatos maravilhosos" na crônica "Os pais e os segredos" e sim, "A maturidade provoca fatos extraordinários".

-

Quando estava encerrando o texto, depois de enxugá-lo, puxar uma palavra daqui e deixá-la lá, acrescentar mais uma ideia, inverter parágrafos (engraçado, faço muito isso), li a frase "A maturidade provoca fatos maravilhosos" e pensei que este último vocábulo não exprimia bem o contexto.
O que fiz, então: cliquei na barrinha de sinônimos do Word, e escolhi outra - que também não considerei adequada e, em cima desta, cliquei novamente e achei extraordinários.
Pronto!
Ponto final.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Palavras que marcam


“A maturidade faz coisas maravilhosas”: essa foi a frase que pensei usar no final de uma crônica escrita há pouco. Mas não o fiz e explico por quê.

Eu e minha turma - uns trinta e cinco alunos - deveríamos falar demasiado a palavra coisa:

“Eu vi uma coisa.”

“Eu fiz uma coisa.”

“Pega a coisa pra mim.”

“Me traz aquela coisa.”

porque um dia a professora de Português entrou na sala, postou-se diante da classe, largou os livros com certa decisão sobre a mesa, nos olhou muito seriamente - não era característica sua - e disse:

- A partir de hoje ninguém mais vai dizer a palavra coisa na aula. Todos vocês estão proibidos de dizer essa palavra. Nunca mais!!

Eu, segunda mais nova da sala e o que a professora falasse era lei, fiquei muda.

Pensava em abrir a boca para pedir algo (sei lá, uma borracha ou lápis) e nada saia porque em meu pensamento mau habituado vinha:

- “Me passa aquela coisa.”, “Me dá essa coisa.”, “Me empresta a coisa.”, e percebi que realmente usava de forma exagerada a expressão.

Até hoje lembro desse momento em sala de aula quando me deparo com a palavra coisa.

Ela não esclareceu (e no alto dos meus dez anos eu precisava disso) que cada objeto no mundo tem um nome e que, se nós quiséssemos falar sobre ele, ou pedi-lo, deveríamos trocar a palavra coisa pelo nome do item.

Ou seja: ela não foi didática.

Ela não explicou. Ela determinou.

Levei um bom tempo sem falar, sem pedir, mas resultou em mim pequena sequela e eterno aprendizado.

Quando escrevi aquele final lá de cima “A maturidade faz coisas maravilhosas”, a quinta série pulou no meu cérebro, lembrei-me da professora e:

procurei algo melhor.

“A maturidade provoca fatos maravilhosos.”

A professora tinha razão.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Segredinhos


“... os Contos de Fada não são um gênero Infanto-juvenil. Há um equívoco generalizado em volta disso.

O que faz com que um conto seja um Conto de Fadas é exatamente a sua possibilidade de múltiplas, infinitas leituras; servindo, portanto, para qualquer idade. (Marina Colasanti - entrevista em vídeo para Saraiva Conteúdo - 19/08/09)”

sexta-feira, 2 de julho de 2010

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Os pais e os segredos


“Tirem os filhos da frente do blog, porque contarei um segredo.

Tenho uma colega de trabalho muito inteligente.

Essa credencial por si só bastaria para descrevê-la; mas não posso, porque é ainda extremamente bonita, sabe ouvir com atenção, fala pausadamente o que pretende - escolhendo bem o quê e como irá dizer (fazendo rodeios, mas chegando lá), e coloca ideias apropriadas e que contribuam para o crescimento do grupo.

Enfim, com todas essas propriedades, bem poderia ser uma Diplomata.

Ou miss.

Porém, ela é sábia.

Dia desses a ouvi conversando:

- Porque a gente precisa se fazer de burra, né? - ela está com a minha idade e tem dois filhos homens, beirando os trinta.

Para conseguir manter um bom relacionamento com eles, continuava sua linha de raciocínio:

- Porque se você chegar dizendo o que vai acontecer depois do que eles acabaram de contar - porque você já está careca de saber aonde aquilo vai dar - eles se fecham. E se eles se fecham, aí você não consegue mais nada.

E ela seguia:

- Então, eu me faço de burra e digo: “É, meu filho?”, e eles prosseguem.

E, após terem adicionado algo:

- Mas que coisa!

Quando os filhos paravam de falar, mantinha o papel de ingênua:

- Jura que isso aconteceu?

E aí eles descreviam um pouco mais o ocorrido.

A maturidade provoca fatos extraordinários.

(Maria Valéria de Lima Schneider)”