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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Fatores pequenos e aleatórios


Hoje trago para vocês mais um texto que acredito atender ao objetivo deste blogue.

Elogio do Acaso é do escritor Luiz Bras e foi publicado em março de 2010, no site Rascunho.

Bom proveito:

1.Simpatizo muito com os poetas - melhor dizendo, com os não-poetas - que procuraram a poesia bem longe da literatura e da arte: no cotidiano. Que cruzada poderia ser mais poética e legítima? Refiro-me aos não-poetas que, na Paris do entre-guerras, estavam sempre receptivos a mim: o acaso, o fortuito, o imprevisto. Eram errantes, erráticos, errados. Gostavam de andar a esmo, sem destino, à espera das surpresas que a metrópole lhes reservava, que eu lhes reservava. À espera das iluminações profanas, para usar a feliz expressão de Walter Benjamin.

Esses não-poetas andarilhos eram fascinados pelo aleatório e pelas infinitas manifestações do acaso objetivo (um sobrenome, enfim!), que, segundo Hegel, é "o lugar geométrico das coincidências". Esses não-poetas atraíam e enfrentavam as coincidências, minhas oferendas. Gostavam de passear pelos objetos das galerias, das passagens e do Mercado das Pulgas. Pelo labirinto dos sonhos e do automatismo verbal. Por que não-poetas? Porque eram surrealistas e abominavam a instituição literária e a artística. Detestavam as escolas literárias e os escritores profissionais. Pensando bem, talvez não-poetas sejam todos os outros, menos eles.

2.
Seis amigos que não se vêem há anos, escritores quarentões de vários pontos do sudeste - dois contistas paulistas, três poetas cariocas e um romancista mineiro -, encontram-se no América e durante o jantar põem em dia a conversa. É óbvio que muito antes da sobremesa os seis já estão amaldiçoando nosso volúvel mercado editorial. E destrinchando o sucesso ou o fracasso - quase sempre o fracasso - do último título publicado não só por eles, individualmente, mas também por todos os autores brasileiros que não estão por perto.

O espanto sincero e indignado permeia cada comentário. Como é possível que o romance (preencha este espaço com o título que julgar mais adequado) esteja fazendo tanto sucesso e o romance (preencha este espaço com o título que julgar mais adequado) não tenha sido sequer finalista do Prêmio Portugal Telecom e do Jabuti?

Confesso que esse espanto ingênuo e inocente sempre me desconcerta. Ele nasce de uma interpretação errada da dinâmica social. Escritores, que em geral demonstram uma compreensão arguta do comportamento humano, costumam ser muito ignorantes quanto às leis imperiosas da estatística e da aleatoriedade. Minhas leis.

3.
Desde que foi descoberto por Robert Brown, em 1827, e explicado consistentemente por Einstein, em 1905, o movimento browniano - o movimento aleatório das moléculas num fluido - tem sido usado com freqüência, em toda parte, como uma pertinente metáfora para o movimento dos indivíduos nas sociedades humanas.

Por exemplo, de que os jovens autores ainda inéditos e desconhecidos precisam pra se tornar um autor editado e bem-sucedido? Se você fosse um escritor premiado com o Nobel, o que diria? Essa cena é, ao menos pra mim, bastante familiar. Presenciei muitas vezes, assistindo a mesas-redondas e a palestras, um jornalista ou um curioso (um jovem autor ainda inédito e desconhecido?) perguntar aos autores veteranos de que os jovens autores ainda inéditos e desconhecidos precisavam pra se tornar um autor editado e bem-sucedido. A melhor resposta que ouvi até hoje foi: "Talento, dedicação e sorte, muita sorte".

Igual ao autor dessa resposta (será que foi o Millôr?), também não vejo na palavra sorte nada de mágico ou sobrenatural. Ele e eu não estamos apoiando certas superstições. A estatística não deixaria. Minhas leis não deixariam.

Estamos sendo bastante racionais. Os filósofos, os matemáticos e os físicos de hoje já sabem que o acaso - o aleatório, sempre eu - determina profundamente a vida humana, os projetos humanos. O sucesso e o fracasso em qualquer área estão sujeitos às leis da probabilidade, é o que afirma O andar do bêbado, best-seller do físico norte-americano Leonard Mlodinow. Um best-seller sobre mim, enfim.

Foram os eventos imprevisíveis, mais do que os previsíveis, que fizeram de obras como Crime e castigo, A metamorfose e Cem anos de solidão, e qualquer outro título bem-sucedido que lhe vier à mente (se preferir o sucesso comercial, basta citar a série protagonizada por Harry Potter), o sucesso de público e de crítica que são até hoje.

A musa soprou talento em Dostoievski, Kafka e García Márquez? Claro que sim. A determinação e a dedicação à literatura foram constantes na vida de cada um deles? Afirmativo, eu estava lá, acompanhando tudo de perto. Mas também foram constantes na vida de muitos outros autores talentosos cujos livros desapareceram no vácuo do esquecimento, ou jamais vieram a ser publicados. Autores e livros esquecidos, esgotados, ou nunca conhecidos para além de um restrito círculo de amizades, porque, afinal, quem se interessa pelos azarados? Ninguém. Na sociedade humana as pessoas aprendem cedo a idolatrar apenas os vitoriosos.

A visão determinística do mercado, errada mas aceita pelo senso comum, afirma que o sucesso é governado principalmente pelas qualidades intrínsecas da pessoa e do produto. Já a visão não-determinística - penso de novo nos filósofos, nos matemáticos e nos físicos de hoje - afirma que o sucesso é governado por uma conspiração de fatores pequenos e aleatórios, isto é, pelo acaso, pela sorte. Por mim. É claro que o talento, a persistência e certo carisma social aumentam as probabilidades de sucesso de qualquer escritor, mas não são a garantia de vitória. "Com sorte você atravessa o mundo, sem sorte você não atravessa a rua", disse Nelson Rodrigues, num lampejo de não-determinismo. Nelson e eu sempre nos demos bem.

4.
A sorte e os movimentos brownianos na sociedade, por estarem intimamente conectados a mim - ao acaso, que não tem nada a ver com o caos, muito pelo contrário -, também conectam este breve, digamos, auto-elogio - estou pensando agora no célebre Elogio da loucura, outro longo sucesso de público e crítica - à deambulação dos surrealistas, oito décadas atrás, e à conversação no América, na semana passada.

A visão não-determinística do mercado foi testada em laboratório, por pesquisadores frios e objetivos, e se saiu muito bem. O resultado de todos os testes foi o óbvio ululante (obrigado, Nelson): por aí, em toda parte, há muitos livros, pinturas, filmes, CDs, escritores, pintores, atores e músicos de altíssima qualidade, porém desconhecidos, e o que fará com que em cada área um deles se destaque, apenas um, será, em grande parte, a conspiração de fatores pequenos e aleatórios de que falei. O encontro imprevisto, ou até então impossível, com um editor ou marchand ou um produtor. Um prêmio (quase) inalcançável. Uma tragédia pessoal, como a morte prematura (Mozart), a tuberculose (Kafka), a loucura (Van Gogh) ou o suicídio (Maiakovski). O acaso. Eu.

Você ficará assombrado ao saber que Bill Gates não é melhor do que a dúzia e meia de outros Bill Gates da informática que surgiram nos Estados Unidos na década de 1980. Está provado cientificamente. Ele é apenas o Bill Gates que teve mais sorte. É só conferir no elogio do acaso de meu amigo, Mlodinow.

5.
Muitos autores me confessaram que, cedo, na adolescência, peregrinaram para a terra santa da literatura apenas pra fugir da hipocrisia e do cinismo familiar e social, espécie de cativeiro egípcio sem faraó. Não suportavam a superficialidade, a burrice e a falta de discernimento dos pais, dos irmãos, dos avós, dos tios e dos vizinhos. A boçalidade dos colegas da escola também provocava náuseas. Correram para os livros e se fecharam neles.

Mais tarde começaram a escrever. Imaginavam a sociedade dos escritores como uma esfera elevada, distante da mesquinhez geral. Imaginavam os poetas, os ficcionistas, os filósofos como homens plenos, generosos, sábios. Criaturas que souberam controlar, por meio da reflexão refinada, os impulsos mais primitivos, os vícios que fazem dos obtusos, obtusos.

O fato é que os escritores são humanos, demasiado humanos, e como qualquer primata, evoluído ou não, são seres geneticamente agressivos obrigados a lutar em duas frentes: para estabelecer os direitos territoriais em determinada região e para estabelecer o domínio numa hierarquia social (O macaco nu, Desmond Morris). Eu sei, essa é a visão determinística do Homo sapiens. Às vezes, diante de tanta estultícia via satélite, institucionalizada, é difícil evitá-la. Confesse, você consegue continuar acreditando em livre-arbítrio, depois de assistir às macaquices automatizadas que explodem nos reality shows?

Em qualquer situação em que me vejo envolvido - num cassino, na bolsa de valores ou na atividade literária - o segredo é aumentar, sempre que possível, as probabilidades de sucesso. Isso vale para os sem talento e para os talentosos. Então, não pense que seu autor predileto jamais cometeu um gesto reprovável, nunca trapaceou ou jogou sujo para ver seus livros publicados, apreciados e até premiados. Numa disputa intelectual, a vaidade e o orgulho sempre foram tão úteis quanto a inteligência e a erudição.

Proust desejava fama, prêmios e sucesso comercial, por isso pediu ajuda, sem pudor algum, a todas as pessoas influentes que conhecia, para promover sua obra. Guimarães Rosa também escrevia aos amigos, pedindo resenhas. Neruda usou todas as armas e artimanhas lícitas e ilícitas para manter o título de Maior Poeta das Américas e, mais tarde, para ganhar o Nobel. Alejo Carpentier era outro que não se cansava da politicagem: bajulava Fidel (García Márquez bajula até hoje) e chegou a dar palestras na Suécia, também de olho no Prêmio. Aqui, Fernando Sabino não assinou a biografia da ministra Zélia Cardoso de Mello, a maior gafe literária do final do século passado? Até mesmo entre os requintados surrealistas, quantas disputas encarniçadas não foram travadas, por poder e hegemonia?

À socapa ou não, também na esfera literária todas as regras de ética e etiqueta são regularmente quebradas. Os fins justificam os meios.

É claro que existem artimanhas e artimanhas. Há a adulação protocolar do candidato à Academia Brasileira de Letras em campanha, de um lado, e a fedentina da relação de Heidegger e Hitler, do outro. E entre a primeira e a segunda se esparrama toda uma gama de possibilidades. Mas não vamos falar sobre os graus ou os degraus da ética e da integridade. Não sou juiz. Nem jurado nem advogado nem promotor. Sou apenas uma testemunha da História. Quem quiser atirar a primeira pedra, antes terá que provar que jamais pecou.

Falando diretamente para os jovens autores ainda inéditos e desconhecidos, olhos nos olhos: "Se você quiser ser bem-sucedido, duplique sua taxa de fracassos", sugeriu Thomas Watson, um pioneiro da IBM. Faz sentido. Aumentar as possibilidades de sucesso significa jogar bastante, incansavelmente, sem desistir. E perder muito.

No final de seu livro, Mlodinow cita Thomas Edson: "Muitos dos fracassos da vida ocorrem com pessoas que não perceberam o quão perto estavam do sucesso no momento em que desistiram". E lembra o caso de John Kennedy Toole, que, depois de ser rejeitado muitas vezes, perdeu a esperança de ver seu romance publicado e cometeu suicídio. Porém sua mãe perseverou e onze anos depois Uma confraria de tolos foi finalmente publicado, ganhou o Pulitzer de ficção e vendeu quase dois milhões de exemplares.”

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Concursos Literários


Lendo o blog Todoprosa da Veja.com, cujo titular é o escritor e jornalista Sérgio Rodrigues, autor de - entre outros livros - “Elza, a garota” e “Sobrescritos - 40 histórias de escritores, excretores e outros insensatos”, percebi que o texto a seguir dialoga com a proposta deste blog. Ei-lo:

Concursos literários e o Princípio da Incerteza - 17/01/2011

Sempre recusei convites para ser jurado de concursos literários (a brincadeira da Copa de Literatura Brasileira era até agora a única exceção). No fim do ano passado, porém, por razões de amizade, disse sim a uma dessas propostas e logo me vi enfiado até o pescoço na tarefa de ler, e ler criteriosamente, quase mil contos em menos de dois meses. A experiência não é algo que eu deseje a ninguém, nem a – eventuais, ainda que ignorados – inimigos.

Das coisas que esse trabalho tem me feito pensar, a mais inquietante é uma espécie de equivalente literário do Princípio da Incerteza de Heisenberg, aquele que enuncia a impossibilidade de medir ao mesmo tempo a velocidade e a posição de uma partícula subatômica, uma vez que a medição altera a realidade observada.

De modo análogo, poderíamos formular aqui o Princípio da Incerteza de Rodrigues, que enuncia a impossibilidade de medir talentos em concursos literários. Se você é um jurado ético e preocupado com a justiça dos seus pareceres, como não se angustiar com os efeitos danosos que exercem sobre sua fruição de leitor o ritmo acelerado e nada natural do trabalho, o embotamento advindo da pura quantidade e a irritação defensiva em que qualquer pessoa de bom senso se fecha quando é exposta a doses maciças de prosa de baixa qualidade?

Nada a ver com a angústia da subjetividade, esta é parte do jogo. Estamos falando de um Heisenberg em negativo: o que a medição altera aqui não é a realidade, mas o próprio observador. Nesse estado alterado de consciência, o pavor do jurado que leva seu trabalho a sério é o seguinte: “Se me cair nas mãos agora um novo Onetti, um Calvino ignoto, um Cheever da roça, serei capaz de reconhecê-lo?”

Faz-se todo o possível para que sim, claro. E com certeza há talentos genuínos no meio da multidão de vozes que me cerca no momento. Mas o que mais me surpreendeu nessa experiência foi descobrir que, diferentemente do que sempre me disseram, a grande maioria dos contos não é péssima, nem mesmo chega a ser de todo ruim.

Os trabalhos que podem ser descartados após a leitura de umas poucas linhas são menos freqüentes do que eu imaginava.

A maior parte se acotovela no enorme vestíbulo entre o muito ruim e o muito bom, exigindo do leitor profissional que chegue à última linha antes de dar seu veredito.

É trabalho de gente que obviamente ama a literatura e leu a sua cota, não de paraquedistas.

O que pode ser uma péssima notícia para o Princípio da Incerteza de Rodrigues, mas faz parecer um pouco menos incerto o futuro literário do país.”

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

7º Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura


O concurso internacional destina-se a autores de romances escritos em língua portuguesa, cuja primeira edição tenha sido publicada entre junho de 2009 e 31 de maio de 2011.

Cada escritor poderá concorrer com apenas um.

A inscrição poderá ser feita pelo próprio autor ou por sua editora.

Elas se efetivarão com a entrega de seis (06) exemplares de um mesmo romance até a data limite de 15 de junho de 2011, acompanhadas de breve currículo do autor e da ficha devidamente preenchida.

O autor selecionado receberá a importância de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais).

O vencedor será anunciado na sessão solene de abertura da 14ª Jornada Nacional de Literatura, no dia 22 de agosto de 2011, às 19h30min, no Circo da Cultura, em Passo Fundo, RS, Brasil.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Concurso Nacional de Contos Josué Guimarães


"Já estão abertas as inscrições para a 12ª edição do Concurso Nacional de Contos Josué Guimarães. O prazo, que iniciou no dia 31 de janeiro, termina dia primeiro de junho e os vencedores serão conhecidos na abertura da 14ª Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo - RS, dia 22 de agosto. As premiações são de R$ 5 mil e R$ 3 mil, para o primeiro e segundo colocados, respectivamente. Podem participar do concurso escritores com obras já publicadas ou não, mas os textos devem ser inéditos. As informações e regras do concurso podem ser obtidas no site ou pelo e-mail jornada@upf.br ou via telefone: (54) 3316-8368.

De acordo com o regulamento, além do prêmio em dinheiro, a Comissão Julgadora poderá conceder Menção Honrosa a alguns trabalhos. Os contos premiados poderão ser editados em antologia organizada pelo Instituto Estadual do Livro, a ser publicada em coedição com a Fundação Universidade de Passo Fundo e com a Prefeitura Municipal de Passo Fundo. O julgamento das obras fica a cargo de uma comissão indicada pelas instituições que promovem o prêmio: Universidade de Passo Fundo, Prefeitura de Passo Fundo, e Governo do Estado do Rio Grande do Sul, através do Instituto Estadual do Livro."

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Concurso Gratuito Poetizar o Mundo


“Organizadoras: escritora e poeta Isabel F. Furini e professora Lourdes Lima, da Academia Feminina de Yoga, em Curitiba.


1) O Concurso de Poemas tem como objetivo estimular a produção literária e é destinado a todas as pessoas interessadas.

2) O tema é livre e a inscrição é gratuita e poderá ser feita até 20 de novembro/2010.

3) Cada concorrente poderá participar com apenas um trabalho inédito (ou seja, ainda não impresso nem publicado na internet), que não tenha sido premiado em outro concurso.

4) Consideram-se inscritas as obras entregues na sede da Academia de Yoga da professora Lourdes Lima, ou enviadas pelos correios, endereçadas da seguinte maneira: Concurso de Poesia: “Poetizar o Mundo”, Rua Cruz Machado, 258 - Centro - Curitiba - PR. CEP 80410-170.

5) O poema deverá ser apresentado com pseudônimo em 03 (três) vias, escrito em língua portuguesa, digitado em espaço 2 (dois), com fonte Arial, tamanho 12 (doze), de um só lado do papel.

6) Deverá constar, no interior do envelope que contém o trabalho, um outro envelope menor, contendo em seu interior uma folha na qual constem o título do poema, pseudônimo, nome completo do autor, seu endereço, telefone, R.G., e-mail e pequeno currículo. E, na parte externa desse pequeno envelope, deverão constar apenas o pseudônimo do autor e o título do poema.

7) A comissão julgadora será composta por Adélia Woellner (poeta e membro da Academia Paranaense de Letras), Angela Reale (atriz, escritora e radialista, apresentadora do programa radial de literatura “Ensaios” com Angela Reale), Isabel F. Furini (escritora e poeta, autora de “O Livro do Escritor”), e Valdeck Almeida (jornalista, escritor e poeta).

8) Premiação: O primeiro lugar receberá troféu e diploma, o segundo e terceiro lugares, diploma. Também podem ser escolhidas até três menções honrosas que receberão certificado.

9) O resultado do concurso será divulgado no blog isabelfurini.blogspot.com – e em sites literários da Internet, além do blog Falando de Literatura, do Bonde News.

10) Os certificados serão entregues aos ganhadores em 15 de dezembro/10. Na ocasião, também serão homenageados a poeta, escritora, professora e ativista cultural Leila Míccolis, do Rio de Janeiro, responsável pelo site literário Blocos Online o ativista cultural João Minali, de Santa Lúcia, São Paulo, responsável pelo Festival Cultural de Santa Lúcia,.

11) O encaminhamento dos trabalhos na forma prevista neste regulamento implica concordância com as disposições nele consignadas.

12) Os poemas enviados não serão devolvidos. “

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Mestrado em Literatura


Estão abertas as inscrições, até 31 de dezembro, para o curso German Literature in the European Middle Ages (Glitema), onde abordará temas relacionados à Literatura Alemã da Idade Média e da Idade Moderna.
Trata-se de um programa transnacional de Pós-graduação, em nível de mestrado, com dupla diplomação e financiado pela União Europeia por meio do Erasmus Mundus.
Mais informações: www.fundaplub.org.br, ciep@fundaplub.org.br ou (51) 3027-2650.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Arte e Leitura na Passarela


A 56ª Feira do Livro de Porto Alegre lança uma novidade: é a promoção Arte e Leitura na Passarela.

Construída para ligar a Rua dos Andradas à Sete de Setembro - em função das obras do Projeto Monumenta, a passarela é o palco da promoção, dando ocupação poética ao espaço e unindo obra literária com a obra de restauro da Praça da Alfândega.

O público deve escolher frases de escritores publicadas diariamente, às 16h, no Twitter da Feira do Livro (@feiradolivropoa).

Aquela que for mais “retuitada” será a matéria-prima do artista plástico André Venzon, que usa uma técnica exclusiva de inscrição a laser em tapumes de obra.

Até o final da Feira do Livro, a passarela deverá estar tomada pelas instalações.

Concepção artística: André Venzon
Patrocínio: Brascril
Promoção e realização: Câmara Rio-Grandense do Livro

PRIMEIRAS 3 FRASES:

"Lemos para fazer perguntas"
Franz Kafka

"O tempo para ler, assim como o tempo para amar, aumenta o tempo para viver"
Daniel Pennac

"Saber é meu estado conjugal; os livros são minha família"
Machado de Assis

Pós-graduação Literária


Até 10 de dezembro, estão abertas as inscrições para o programa de doutorado Estudos Culturais em Interzonas Literárias, financiado pela União Europeia.
Mais informações em www.fundaplub.org.br, ciep@fundaplub.org.br ou (51) 3027-2650.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Prêmio Fato Literário 2010


O Prêmio Fato Literário, uma iniciativa do Grupo RBS com apoio da Caixa Econômica Federal, acontece anualmente desde 2003, culminando na Feira do Livro de Porto Alegre.

A votação popular ocorrerá no estande do Grupo RBS, na Feira do Livro de Porto Alegre, de 29 de outubro a 11 de novembro. Pelo site, a votação acontecerá do dia 25 de outubro às 23h59min do dia 11 de novembro.

O prêmio oferece reconhecimento e premia a instituição, personalidade, obra ou evento que, por sua qualidade e relevância, tenha se destacado e marcado fortemente o cenário da literatura no Rio Grande do Sul.

Neste ano, são oito indicados, divididos em duas categorias: personalidade e projeto literário.

A cada edição, os premiados são escolhidos por um júri oficial (formado por escritores, jornalistas, representantes de entidades ligadas ao meio literário e membros da comunidade cultural gaúcha) e pelo júri popular (comunidade em geral), por cupons e internet.

Entre, e dê seu voto!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Talentos da Maturidade


Saiu a relação dos trabalhos aceitos no Talentos da Maturidade, do Grupo Santander Brasil.

O concurso está em fase de julgamento e a premiação se dará em dezembro próximo.
Você poderá ler
os trabalhos diretamente no site e, inclusive, comentar.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Saia Justa vai virar livro


"Os momentos engraçados que ocorrem no dia a dia das escolas de Porto Alegre vão virar livro.

Esta é a proposta do projeto “Saia Justa na Escola”, através do qual os professores revelarão situações em que foram surpreendidos com palavras, gestos ou práticas inusitados, produzidos por alunos.

Para participar, devem escrever um texto de 20 a 30 linhas, enviando-o à Secretaria Municipal de Educação até 3 de setembro.

Os textos comporão um livro, que será lançado ainda neste ano, em data a ser divulgada.

O projeto desenvolvido pela Smed cumpre a função pedagógica de registrar fragmentos do cotidiano escolar, de forma que uma parte da história da rede municipal de ensino não fique perdida e possa trazer à luz mais um pouco da cultura de uma época."

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Açorianos premiará livro inédito de contos com R$ 10 mil

Este é mais um concurso do qual não poderei participar; mas você sim.

Boa sorte!

“O Prêmio Açorianos de Literatura premiará livro inédito de contos com R$ 10 mil. Detalhes dessa iniciativa foram explicados pelo secretário Sergius Gonzaga nesta segunda-feira, 9, na Biblioteca Josué Guimarães. Em coletiva de imprensa, o Secretário da Cultura contou como surgiu a proposta: “Conversando com Charles Kiefer, percebi a demanda por um prêmio que contemplasse textos produzidos em oficinas literárias. Ampliamos essa ideia para além das oficinas, buscando incentivar e prestigiar trabalhos inéditos de autores locais”, disse.

As obras candidatas ao novo prêmio devem conter no mínimo 80 páginas e 10 contos, dentre os quais ao menos 60% devem ser inéditos (sem qualquer publicação anterior, seja em meio impresso ou eletrônico). Os autores candidatos devem ser naturais do Rio Grande do Sul ou residentes há mais de um ano no Estado e junto à ficha de inscrição deverão entregar quatro cópias impressas de suas coletâneas de contos.

As inscrições para essa primeira edição do prêmio começam na terça-feira, 17, e o prazo se estende até 30 de setembro. São gratuitas e podem ser realizadas pela internet no site da secretaria, na seção Literatura, pelos Correios ou pessoalmente, durante horário comercial na Coordenação do Livro e Literatura (av. Érico Veríssimo, 307).

O prazo de 17 de agosto a 30 de setembro é apenas para inscrição na categoria Criação Literária. O prazo para inscrições nas demais categorias se encerrou em junho. A premiação normal da categoria contos, destinada a livros já publicados, permanece inalterada. A avaliação de contos inéditos dessa nova categoria seguirá os mesmos procedimentos observados normalmente no Prêmio Açorianos de Literatura, porém terá corpo de jurados independente, e seu resultado será divulgado como de costume na Noite do Livro, a ser realizada no Teatro Renascença em dezembro de 2010.


Inscrições
Entre 17 de agosto e 30 de setembro, de segundas a sextas-feiras, das 9h às 12h e das 14h às 18h, na Coordenação do Livro e Literatura (av. Érico Veríssimo, 307).

Pelos Correios: a postagem deverá ser efetuada até 30 de setembro e enviada para a Coordenação do Livro e Literatura (Av. Érico Veríssimo, 307 – Bairro Menino Deus – Porto Alegre - CEP: 90160-181).

Pela internet:, a ficha de inscrição será disponibilizada pela SMC nos próximos dias. O regulamento também será publicado em poucos dias.

Outras informações
Telefone: (51) 3289.8072
E-mail:
cll@smc.prefpoa.com.br
Site:
www.portoalegre.rs.gov.br/smc seção Literatura”

AGEs vai escolher o Livro do Ano 2010


“A Associação Gaúcha de Escritores anunciou, durante o seu jantar de inverno, as novidades para a edição 2010 do Prêmio Livro do Ano. Entre elas, a valorização dos sócios ativos e a inscrição prévia das obras.


O formulário de inscrição, que está publicado no site
www.ages.org.br, pode ser preenchido por autores ou editoras.

Sócios ativos têm inscrição isenta. Escritores não associados à AGEs pagam a taxa de R$ 10,00.

Podem participar livros lançados entre janeiro e dezembro de 2009.

Participe do prêmio e inscreva seu livro até o dia 08 de setembro. Acesse o site da AGEs e leia também o regulamento do prêmio.

A cerimônia de entrega do prêmio está prevista para novembro.”

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Concurso Nacional de Poesia Helena Kolody


O Estado do Paraná torna pública a realização do Concurso Nacional de Poesia - até o dia 16/08/10, cujo edital poderá ser obtido na Coordenação de Editoração e Literatura da Secretaria de Estado da Cultura - SEEC pelo e-mail editoracao@seec.pr.gov.br .

Serão aceitas até três poesias inéditas.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Concurso Cultural Minidrama


Com o objetivo de discutir novas possibilidades de narrativas dramáticas, a SP Escola de Teatro - Centro de Formação das Artes do Palco lança o Concurso Cultural Minidrama.

Os participantes devem escrever uma pequena peça de teatro com a Tag #MDRAMA no Twitter.

Os 100 melhores autores terão os seus trabalhos expostos no portal eletrônico da Escola e no Twitter, além de fazer parte da primeira coletânea de Minidramas publicada pela Instituição.

Com tema livre, cada participante poderá enviar quantos textos desejar, do dia 2 de julho até 15 de agosto.

O resultado será conhecido no dia 15 de setembro. Participe.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Concursos Literários


É sabido que escritores ainda não conhecidos, precisam buscar formas de; e caso você não tenha ciência, existe no mercado brasileiro brecha para tal: concursos para jovens (não na idade, que fique claro, mas no texto) escritores.
Só que, em todos os editais das grandes empresas que li, encontrei cláusula proibindo que os contos, novelas e romances participantes, tenham sido publicados em papel e internet.
Resultado: como postei metade do romance “Léo e Raquel” num blog, impedi que o livro tomasse asas.